Sonhando em Viajar!

Um Blog para quem está sempre Sonhando em Viajar!

Itália – relato de 18 dias.

Olá!

Hoje temos como convidada a Lucimar Ventorim, arquiteta e viajante que vai nos contar como foram os 18 dias que passou na Itália entre Roma, Milão, Florença e arredores.

Lucimar

Um post com muitas dicas e informações importantes para quem pretende viajar para a Itália. Mais um Sonho realizado e contado aqui no Blog!

Vamos lá viajar com a Lucimar!

Fui convidada a contar para vocês como foi minha viagem à Itália que fiz no final de dezembro/janeiro 2017. Foram 18 dias e fiz como base três cidades – Milão/Florença e Roma e delas fizemos bate e volta. Viajei com meu filho, duas sobrinhas e cunhada. Vou tentar resumir minhas historinhas da viagem pois sou muito detalhista.

Adorei tudo apesar dos contratempos e tive váriossss. Passei pelo perrengue de ficar bem ruinzinha, mas fiz o que podia mesmo no esforço danado. Deixei de ir a duas cidades e a parte que talvez “DOEU EM MIM”, foi não ter ido ao San Siro que meu filho queria ir (motivo pra voltar, né?), fiquei de molho no hotel por uma manhã em Milão e um dia e meio praticamente em Florença, porque não aguentei o tranco mesmo. Não subi todas as torres que queria, mas as que subi, colocando o coração na boca, amei e curti tudinho com meus companheiros de viagem me apoiando, meu filho empurrando literalmente e novamente, afirmamos que nossa turma é show e foi excelente em tudo. Quando queria descansar, descansavam comigo, quando elas queriam compras e eu e meu filho queríamos ver as igrejas do roteiro, nos encontrávamos no almoço ou jantar e colocávamos a conversa em dia. E tudo se encaixou perfeitamente.

Nossa ida já começou tumultuada aqui, em Vitória, ES. Comprei passagens e hotéis através de uma amiga agente de viagem e deveria ter ido com a LATAM de Vitória direto a SP x Milão, mas logo depois de entrar na sala de embarque no dia 27/12, chamaram nossos nomes – voo cancelado. Opção seria por Madrid, atrasando cinco horas, ou Londres, atrasando sete horas. Escolhemos Madrid. Pedimos para ver as malas serem etiquetadas novamente (aeroporto pequeno tem dessas coisas) e entramos na área de embarque. Não deu meia hora, ouvimos nossos nomes novamente no auto falante. Vôo cancelado pra Madrid sem a opção de Londres agora. Quando saí, já liguei para agente de viagem (ainda compro tudo com agente de viagem, pois me sinto mais segura) que estava a pouco comigo e se não fosse ela, não teríamos embarcado, porque insistiam em não ter voos naquele dia. Ela disse que sabia da possibilidade de executiva, mas ficamos só na vontade! E como ela conhece alguém amigo, pediu pra ver em outras companhias, que tínhamos compromisso e nos colocaram na Lufthansa, indo pelo Rio de Janeiro, dando uma voltinha em Frankfurt com atrasos de cinco horas; entramos na sala de embarque só depois de ver as malas serem etiquetadas novamente, claro!! Voo razoável, nada de diferente e chegamos cansados e estressados ao destino. Antes de sair do aeroporto compramos o chip pra celular numa lojinha de câmbio à direita da porta de saída (VODAFONE custou 40 euros pra dois, com algumas ligações e a internet deu e sobrou pra todos os 18 dias). Pegamos o ônibus (chega diretamente na estação de trem – “Stazione Centrale”) já que pelo horário que chegamos, não queria testar andar de trem com malas grandes/médias. Saiba mais.

Ficamos no IBIS MILANO CENTRE. Achei bom custo benefício e facinho de andar por ali. Já eram mais de 20 hs, saímos para procurar um lugar por perto para jantar e entramos em único lugar aberto naquela hora e tinha sim uma saladinha e massa maravilhosa!!

Tínhamos compromisso no dia seguinte – ver a Última Ceia, do Leonardo da Vinci e saímos andando até chegar lá, na Igreja Santa Maria delle Grazie. A visita dura exatos quinze minutos e devem comprar com muita antecedência na internet ou ter sorte como eu, comprei dez dias antes da viagem (o stress da ida seria um problemão que a LATAM iria me causar se não tivesse conseguido chegar). Lindíssimo imaginar essa pintura feita na parede. “Na parede oposta a Santa Ceia, os visitantes pouco notam e não perdem tempo para admirar o afresco “Crucificação”, terminado em 1495, de Donato Montorfano. O estilo é completamente diferente do de Leonardo, mas é também uma grande obra, dotada de uma perspectiva muito estudada.”

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No caminho da ida passamos pelo Duomo (só dar uma olhada por causa do horário marcado) e na volta paramos na CHIESA DI SAN MAURIZIO AL MONASTERO MAGGIORE. Sua fachada é bem simples e por muitos locais considerada a “Capela Sistina de Milão”. Como quase todas as igrejas que visitei, linda e cada uma com seu detalhe diferente! Ruazinhas, lojinhas, descobertas e chegamos a Praça do Duomo!! Uauuuuu que coisa mais linda. Ao lado, a famosa Galleria Vittorio Emanuele e a rodadinha no buraco do touro (diz a lenda, se uma pessoa girar o calcanhar sobre ele terá boa sorte); Praça Scala e seu Teatro Alla Scala e fomos experimentar a primeira tentação italiana (panzerotto – pode parecer um pastel, mas a massa é completamente diferente. Existem também as versões doces e salgadas) na Luini (Via S. Redegonda, 16) e em frente fomos no primeiro gelatto (cioccolat italiani). Bemmmm, não era assim uma Brastemp, mas ok!

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Hora de comprar ingressos pra subir no telhado da Duomo, ver seu interior e tudo mais. “É considerada a terceira maior catedral do mundo, depois da Basílica de São Pedro no Vaticano e da Catedral de Sevilha com quase 12.000 metros quadrado de área construída.” Não precisa marcar hora, compramos ali mesmo e escolhemos – Duomo pass (catedral, museu, subterrâneos e telhados de elevador): 15 euros. Não precisa nem dizer que fiquei babando! Que coisa mais linda todas aquelas esculturas na construção. Sem saber pra onde olhar…o céu foi abrindo e a gente só admirando. Segui a risca a dica lida em algum blog – Depois de uma volta completa pela parte externa da catedral, entre pela porta principal. Depois foi a vez de admirar e ficar boquiaberta (quantas e quantas vezes) ao visitar o interior e o subterrâneo. Eu e meu filho ficamos chocados com a estátua de São Bartolomeu dissecado no fundo da nave direita.

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Estátua de São Bartolomeu

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SANTA MARIA DE SAN SATIRO

Fomos pela Via Torino, para visitar outra igreja – “SANTA MARIA DE SAN SATIRO, é bem pequena, mas vale a pena conhecê-la. Entrando na igreja, você vai ter a perfeita ilusão de ótica no altar, que permitiu criar uma abside (arco ou abóbada) falsa em um espaço de menos de 1 metro. O criador dessa maravilha foi um dos maiores arquitetos italiano Donato Bramante. Uma das obras primas da arquitetura do Renascimento milanês que guarda um “segredo”, desvendado só para quem se aproxima lentamente da abside.” A sensação é muito interessante. Daí voltamos vendo algumas lojas e fomos jantar no Signorvino (O cardápio é dividido pelas regiões italianas e oferece pratos que vão de 8 a 16 euros. Praça Duomo – esquina Corso Vittorio Emanuele/ Aberto todos os dias das 8:00 às 01:00). Ver tudo com brilho de Natal ainda é imperdível.

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DIA SEGUINTE – BATE E VOLTA VENEZA

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Comprado pela internet a passagem de trem Milão – Veneza – 08:45, voltando ás 17:50hs. Foi rápido mas deu pra ver o essencial. Chegamos à estação e compramos o bilhete para a LINHA 1  VAPORETTO e fomos vendo o visual do canal até o ponto da Piazza San Marco. O trajeto leva cerca de 40 minutos da estação de trem à praça. O desembarque fica perto da Ponte dos Suspiros. E assim aparecem na nossa cara a BASÍLICA DE SÃO MARCOS, PALAZZO DUCALE e TORRE DELL’OROLOGIO…enormes, lindos e poderosos.

Já estava no horário de almoço e fui procurar o Dal Moro’s – Fresh Pasta To Go.Tudo é feito na frente do cliente e servido dentro de um recipiente de papel. É um fast food fresco e saudável que você pode consumir caminhando pela rua ou sentado no local. Os preços são ótimos, as porções custam entre € 5 e € 7 sendo bem servidos.” Adoramos. Um sabor ótimo!!

Fomos passeando e voltamos à praça pra entrar na igreja e subir o Campanário. Lá havia uma fila para entrar, como em todo lugar. Este é o ponto mais alto da cidade e oferece uma vista panorâmica, em 360 graus, de Veneza. Visitamos a igreja e “ao fundo, atrás do altar, está a Pala D’Oro, um painel de ouro ornado com pedras preciosas, espetacular.” Fomos ver o pôr do sol e voltar no vaporetto para estação. E chegando a Milão eu já estava piorando e jantamos por lá mesmo, no restaurante Rossopomodoro, pra não ter que bater perna no frio.

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4º Dia, 31, virada do ano e…eu não consegui nem comer no café e acordei pior que estava no dia anterior. “Foi para o ar” a visita ao San Siro. Resolvemos dar um tempo nos quartos e depois fomos procurar um supermercado pra comprar nossa ceia já que decidimos que não iríamos à praça do Duomo por ser muito tumultuado e nem passar frio na madrugada pra eu não piorar. Seguimos a dica de um amigo de uma das sobrinhas e fomos ao Esselunga, que era perto. Almoçamos por ali perto e quando saímos vimos que estávamos na PIAZZA GAE AULENTI, local super agradável de passear, com prédios modernos e prédios diferentes, com lojas e restaurantes, próximo ao Eataly e a famosa rua de grifes Corso Como. Estava no meu roteiro pra um dia à toa e caímos exatamente ali. Adorei. Reanimei e vamos bater perna. Saiba mais.

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Ainda era cedo, guardamos as coisas no quarto e fomos ver a Pinacoteca de Brera (um dos maiores acervos de arte da cidade, com obras de Rafael, Mantegna, Canaletto, Tintoretto, Veronese e Caravaggio, no maior museu da cidade), o bairro iluminado de Brera e o belíssimo Castelo Sforzesco. Corremos e por pouco tempo não pudemos entrar pra ver a Pietà Rondanini di Michelangelo mas me contentei com a área externa do castelo que ao entardecer também é belíssima. O acesso ao museu é pago, mas para circular pela área interna do castelo não é preciso pagar nada. Saiba mais.

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Castelo Sforzesco.

Assim, começando a noite, voltamos ao hotel e lá ficamos na virada, no saguão do hotel com nossa bela ceia!!

Dia 5 – Dia seguinte, primeiro do ano fomos a Verona. Congelando, -6 . Eu o “pó”, mas bora passear. E Deus e o mundo foi pra esse lugar!! Estava lotada!!! E que lugarzinho charmoso, bom pra passear, andar sem rumo, mas claro com mapa no celular fui “ticando” o que tinha pelo caminho. Sempre que chegávamos a qualquer lugar, acessava o Google maps e ia colocando pra seguirmos. E assim foi, primeiro o deslumbrante o Castelvecchio (é uma construção militar típica, de tijolos aparentes), a Ponte Scaligero e o Arco dei Gavi. Lindos pra admirar e fotografar!! Passamos pela Porta Borsari. “Passar por aqui é como passar um portal do tempo. As ruas que margeiam o centro histórico já são interessantes, mas deste ponto em diante tudo lembra a outras épocas.”

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Hora de almoçar, escolhemos comer uma polenta no La Taverna di Via Stella…maravilhosa. Pra quem estava sem comer muito e muito frio, foi uma ótima pedida!

Hora de seguir o grande fluxo – casa da Julieta. Passamos pela Piazza Bra, e perguntamos sobre a entrada do anfiteatro Romano, a Arena e nos responderam que não abriria por ser dia 01/01. Pena e fomos pra casa da Julieta. Não entramos na casa e sim, no pátio. Só que na volta, vimos que a Arena abriu sim e já era tarde, fila quilométrica, nós não tivemos tempo de entrar-ponto pra voltar!!

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Casa da Julieta

Passeamos pela Praça Piazza delle Erbe- ver a Madona di Verona, cheia de barraquinhas, atravessar o Arco dela Costa e ver : a Loggia del Consiglio (que tem o teto enfeitado com estátuas de personalidades nascidas na cidade), a Torre del Gardello, , a Piazza dei Signori – estátua de Dante Alighieri. Claro, não consegui subir a torre e seguimos o caminho para linda vista que nos aguardava. Próxima à torre, está a Basílica de Santa Anastacia que vale super a pena entrar e admirar.

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Piazza dei Signori

“O Teatro Romano e Museu Arqueológico de Verona, é um pouco afastado do centro da cidade. Seu acesso é feito pela Ponte Pietra, que cruza o rio Adige. O Teatro, que data do século I a.C., fica no alto de uma colina e a paisagem é deslumbrante.” Vimos de longe e respirei fundo e fui…E morri! Quase tive um treco nesse dia, mas cheguei, bebendo muita água, respirando com muita dificuldade. (vale a pena subir as escadas para ter uma vista de Verona) Saiba mais e mais.

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Próxima atração: Igreja di San Fermo. Poucas pessoas sabem, mas li em um blog e fui visitar o a Igreja Inferior. E depois pegar o trem de volta à Milão.

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Dia seguinte, dia de partir…malas prontas pra Florença!! Adorei Milão e pena ter perdido praticamente um dia. Enfim, tudo tem um motivo…vou acreditar que será pra voltar!!

Ficamos na cidade por sete dias. Foi difícil escolher hotel por não saber se estava perto ou longe de tudo, mas aprovamos. Perto da estação que iríamos fazer muitos bate e voltas (mesmo q tenhamos feito só dois e nem fomos a pé, pois estava muito frio pra uma caminhada de 10 minutos na minha situação), incluí café da manhã para não sair no frio procurando (achei ótimo mas tinha alguns por perto) e perto de tudo pra fazer a pé quando queríamos voltar ao hotel pra descansar – hotel Malaspina.

Fizemos bate e volta a Modena/Maranelo em um dia e Pisa e Lucca no outro. Como foi feriado no dia 06 não tinha muita opção de ônibus ou trem para San Giminiano e acabei não indo lá e nem Siena. Adorei ficar na cidade apesar de estar muito cheia de turistas, mas gostoso de passear já que meu ritmo estava bem devagar.

Primeiro almoço foi na Tratoria ZaZa – Perfeito! Apesar da chuva atrapalhando ainda passamos no Mercado pra dar uma olhadinha…é bem pertinho. Na rua tem o Mercado San Lorenzo, cheio de barraquinhas e fica aberta todos os dias da semana, das 8 até anoitecer. E claro, fui ver de perto o famoso Duomo…lindíssimo!!! Tem tantos detalhes que é difícil saber onde olhar. Ainda bem que nos outros dias passaria várias vezes em frente.

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Dia seguinte tinha horário marcado para conhecer a Galleria degli Uffizi . Compramos ingresso pela internet, a bilheteria a usar é da Porta 3 para troca de ingresso, na ala oposta e depois , atravessar a rua passar pelo detector de metais, entrar e apreciar /admirar tanta beleza junto. Sim gastaria no mínimo umas três ou mais horas mas não estava sozinha e olhei em outro ritmo e procurando as principais obras mas valeu assim mesmo. Dali fomos ver a famosa Ponte Vechio e fomos andando, andando, andando até descobrir como chegar do outro lado, para ver a famosa vista da PIAZZALE MICHELANGELO mas de ônibus pois estava difícil caminhar por falta de ar. Td bem que se tivéssemos ido a pé e se não fosse subida seria mais rápido do que esperar o ônibus que nos indicaram. Chegamos enfim, um lugar lindíssimo e um vento do cão que claro, não nos deixou ficar ali curtindo muito.

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Ali perto tem a Basílica San Miniato Al Monte que tinha lido ter canto latino e gregoriano, mas não foi no horário que estivemos lá…vi um vídeo aqui.

Mesmo com todas as escadas, fui e achei linda. Pegamos ônibus de volta, paramos no meio do caminho, pois nem sabíamos onde estavávamos indo (kkkk) e já que estávamos desse lado resolvemos almoçar no Caffe Pitti, ver o Palazzo Pitti e seus jardins (Jardins Boboli) e não entramos na Galeria Palatina que seria uma das opções de ingresso. Lindíssimo. Valeu todo esforço de subidas e descidas. Voltamos caminhando e para ver de pertinho, passamos na Piazza dela Signoria- um excelente museu a céu aberto e ver o Palácio Vecchio, mas pelo horário não entrei.

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Dia seguinte – pilotar uma Ferrari. Chegamos a Modena em torno de 10 hs, de trem e dali da estação sai o ônibus para os Museus da Ferrari (ponto de ônibus número 4-EUR 12,00 – pára um pouco depois pra pagar o bilhete numa lojinha) que nos levou ao Museu Ferrari em Maranelo, onde o brasileiro Gean (http://www.testdriveemmaranello.com.br/) ia nos buscar pra meu filho e uma sobrinha pilotarem a Ferrari. Fomos até uma loja, assina um contrato, o funcionário dá umas instruções e ronca os motores… fui de carona. Depois nos deixa no mesmo ponto e entramos pra visitar o museu. Comprei os bilhetes para os dois museus na internet. Tudo é bem rápido, depende do interesse de cada um. http://www.vivaraviaggi.it/happy_circle.php?happy_circle=6&group=17

“As salas são dedicadas aos modelos que vão desde as primeiras Ferraris de corrida da década de 50, passando pela modernização dos designs dos carros nas décadas de 60, 70, 80 (como a de Alain Prost, entre outros) até os modelos utilizados nos títulos do Schumacher, Massa e Raikkonen. Há ainda uma ala com os caros GT ou Sports-cars, com modelos só motor, ou somente uma parte da lataria, para que os apaixonados possam ver como são montados. O segundo andar há vários modelos de Ferrari Califórnia já produzidos. Há ainda uma sala com um documentário sobre a vida de Enzo Ferrari, com a exposição de como era seu escritório.”

Almoçamos ali pertinho no Ristorante Cavallino, voltamos para pegar ônibus e ir a Modena, no outro museu Enzo Ferrari. “O lugar nasceu onde realmente existia a fábrica/oficina de Alfredo Ferrari, pai de Enzo. À diferença do outro museu, este é mais acolhedor e mais sentimental. Uma das primeiras coisas que nos chamam a atenção quando chegamos é ver o antigo casarão de tijolos com a escrita OFFICINA MECCANICA ALFREDO FERRARI e que era a oficina onde começou a história da Ferrari. Logo ali ao lado também ficava a casa deles. No outro ambiente, super moderno, há uma exposição enorme de Ferraris e também muitos painéis que contam de modo cronológico sobre essa grande aventura automobilística que nasceu ali em Modena. Praticamente dentro desse enorme ambiente “futurista” aprendemos sobre a história do automóvel de 1890 a 1970, ali naquela região. Além de ver todas essas Ferraris lindas de perto, no museu também há projeção de mostras.”

“Este ambiente completamente branco transforma-se em uma tela onde 19 projetores mostram imagens que jogam com a afinidade entre Enzo e Pavarotti: terra de origem, sucesso mundial, torcedores e admiradores, reconhecimento internacional. A apresentação se repete a cada 30 minutos.” Super legal de ver.
Site:
http://museomodena.ferrari.com/

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A cidade de Modena é uma graça. Gostosinha para passear e assim fizemos…umas lojinhas, lanchinho até dar a hora de pegar o trem de volta.

No 9º dia fomos a Pisa e Lucca. Compramos passagem de trem para Pisa no dia anterior quando voltamos de Modena. E de lá compraríamos pra Lucca. O sol lindo apesar do frio. Super agradável (se bem agasalhado,claro) de passear…saindo a pé da estação Pisa Centrale fomos procurar onde era a torre torta!! No caminho tem o grafite Murale Tuttomondo do artista Keith Haring (li em um blog) e a igreja de santa Maria della spina

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Como eu não aguentaria subir a torre, deixamos para comprar os bilhetes na hora para ver o que ia dar para fazer, no prédio do centro de informação turística que fica ao lado da torre. Caso queiram comprar antes – http://boxoffice.opapisa.it/Torre/primo.jsp.

Não tinha fila alguma pra comprar. No caso do Duomo, a visita é gratuita, mas é necessário retirar um ticket no centro de informações. Já para visitar as outras atrações da Piazza dei Miracoli, o esquema funciona assim: existem tickets que permitem visitar 1, 2, 3 ou 4 atrações e cada um deles tem um preço. Fomos ao Duomo, ao Batistério de São Giovanni é o maior da Itália com 54,86 m de altura e com uma circunferência de 107,24 metros e ao Camposanto Monumentale (cemitério) – “foi inicialmente concebido como cemitério da catedral para abrigar os túmulos dos pisanos mais ilustres e se transformou ao longo do tempo um verdadeiro monumento. Infelizmente o monumento sofreu muitos danos causados por um incêndio no período da Segunda Guerra Mundial, e hoje não é possível admirar plenamente o seu esplendor”, mas mesmo assim, o achei lindíssimo.

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Camposanto Monumentale

Não acertamos no almoço…cuidado com as muitas opções de restaurantes logo na saída da Piazza dei Miracoli. Voltamos à estação principal para comprarmos a ida à Lucca. Outra cidadezinha maravilhosa de passear!!

LUCCA, “a cidade das 100 Igrejas”
“A estação fica logo em frente a um dos portais de entrada da muralha, hoje é o maior e melhor exemplo bem conservado de cidade murada de época renascentista, com seus 4,2 Km de extensão, que circunda o centro histórico. O topo do muro foi transformado em um parque, onde você pode caminhar, pedalar, andar de skate, etc., e ainda observando a cidade do alto!” A muralha vista de longe, passar por ela…e entrar pela Porta Sul de San Pietro é bem diferente de tudo que já vi. O melhor é deixar se levar mas vamos “ticando” os principais pontos a serem vistos:

DUOMO DI SAN MARTINO (famoso por abrigar o Volto Santo (Rosto Sagrado), também conhecido por “Santa Cruz”. Trata-se de um crucifixo feito de madeira, medindo 2 metros e 45 centímetros de altura. De acordo com a lenda, foi esculpido por Nicodemos, depois da morte e ascensão de Cristo). Outro monumento importante dessa catedral é o Túmulo de Ilaria del Carreto, situada na sacristia. O sarcófago mostra a jovem Ilaria, mulher de Paolo Guinigi que morreu muito nova, durante o parto. Ingresso: € 3,00 e ver todos os detalhes interessantes da fachada – saiba mais.

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Passamos pela PIAZZA NAPOLEONE, com muitas barraquinhas.

SAN MICHELE IN FORO – “Sua arquitetura possui mistura de colunas de mármore retorcidas e incrustadas, compondo uma fachada exuberante. Essa igreja é caracterizada por uma série de arcos na fachada e uma linda Torre do Sino. Muito bonita também é a estátua de São Miguel colocada no alto da fachada.”

Passeando, chegamos à PIAZZA DELL´ANFITEATRO . A praça foi construída durante os séculos I e II sobre as antigas fundações de um anfiteatro romano, motivo pelo qual possui um formato oval. É o centro da cidade, onde várias turistas aproveitam para descansar.

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Já que estava poupando esforços não podia negar todas as torres que me propus a subir e nem sair da viagem decepcionada comigo e fui encarar a TORRE GUINIGI – MELHOR VISTA DE LUCCA, com seus 45 metros de altura. “Para chegar ao topo, são 25 lances de escada, totalizando mais de 225 degraus, com o seu topo decorado com um jardim suspenso com sete Azinheiras. Nas paredes internas, você pode admirar inúmeras pinturas que descrevem cenas da vida medieval.” A vista é espetacular…o sol se escondendo…aquelas árvores lá, foi muito bom ter subido.

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Ha outra torre para visitação em Lucca, é a TORRE DELLE ORE, mas fechada nessa época.

Continuamos passeando pela cidade…

BASILICA DE SAN FREDIANO

PORTA SAN GERVASIO

E voltamos à estação com tempo de comprar passagem antes das 17 hs. Chegamos em Florença no pique para ir ao Hard Rock antes de voltar para o hotel. Amei Lucca!!!

Dia 06 feriado. Dia de festa, a Cavalgada dos Reis Magos.

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Fomos passear perto do Duomo e já tinha começado o desfile. Ficamos ali olhando por um bom tempo e depois voltamos a passear pelas ruas. Fomos a Piazza del Mercato Nuovo. “Hoje é um mercado de suvenirs e de couro, uma versão mignon do Mercado de San Lorenzo. Fica aberta todos os dias da semana, das 8 até anoitecer. O ponto principal da Loggia é a Fontana del Porcellino, assim conhecida, mas que não é um porco, mas sim um javali. Uma escultura de bronze do século XVII do artista Pietro Tacca cujo original está localizado no Palazzo Pitti , que por sua vez é uma cópia de uma escultura helenística conservada no Uffizi. A lenda popular diz que tocar o nariz traz boa sorte. “ Passamos no Caffè Gilli para esquentar com um chocolate quente. Andar, andar, andar até chegar à Ponte Vecchio para ver o show de imagens na Ponte Vecchio – F-light, o Natal luz de Florença. Lindíssimo.

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Jantar no Ciro & Sons. Ótima opção…eu fui de bruschetas…bem levinhas!!!

Sábado foi dia de conhecer o Davi – Galeria dell’Accademia Deslumbrante!!! Existe um guichê especifico, do outro lado da rua para a retirada dos bilhetes comprados pela internet e fila separada para esta entrada.  A fila não estava nada exagerada e foi bem rapidinho com ingressos comprados na internet. A outra estava bem grandinha. “A Galeria da Academia de Belas Artes de Florença possui obras fantásticas. Mas, sem a menor dúvida, o seu maior atrativo é o Davi, de Michelangelo, transportado da Piazza della Signoria em 1873 para uma área especial no interior da galeria. A obra mais visitada e fotografada do museu tem 5,17m de altura e foi esculpida quando o mestre tinha apenas 26 anos.”

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Percorremos todos os andares com o tempo que queria e fui admirando cada obra.

Dali era hora de entrar no Duomo e tudo mais que vem no combo da compra do ingresso (Campanário/Cripta/Batistério/Museu), comprado ali mesmo. Deixei pra comprar lá; primeiro, porque li que subir na Cúpula era claustrofóbico e iria decidir lá se subiria nela ou no Campanário… e ainda bem que não tinha comprado pois não conseguiria subir em nenhuma das duas. Meu filho subiu no Campanario e fez algumas fotos.

Tem tantas informações para admirar ou procurar nesses lugares que fiquei mais que maravilhada. O Batistério é famoso pelos Portões do Paraíso, de Lorenzo Ghilbert, onde retratam temas bíblicos. Os originais estão no Museu Dell’Opera del Duomo (vale muito a pena ver tudo lá) Informações: operaduomo.firenze.it

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cripta

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Batistério

Almoço excepcional na Tratoria Mario, depois de mais de 1 hora de espera conseguimos, mas valeu cada minuto de espera!

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Continuamos nossa lista de igrejas a visitar:

A linda Basílica de Santa Maria Novella. “Muito próxima da principal estação ferroviária da cidade, passou por diversas reformas.  Arquitetonicamente, é uma das igrejas mais importantes em estilo gótico na Toscana. O interior contém obras extraordinárias, incluindo a Trindade por Masaccio, afrescos de Ghirlandaio na Capela Tornabuoni e o Crucifixo por Giotto. No claustro da igreja há um museu onde se podem apreciar belos afrescos em duas capelas uma delas, conhecida como Claustro Verde, por ter a parede recoberta por pinturas em tom esverdeado. Essas pinturas foram realizadas no século XV por Paolo Uccello e em alguns pontos percebe-se que elas estão sumindo. Não deixe de descer aos subterrâneos!”

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Fomos para o hotel, resolvemos acionar o seguro tanto pra mim como pra cunhada que estava toda cheia de alergia. Como estava tarde, marcamos uma resposta para o dia seguinte às 9hs. Mas mesmo assim só eu e as meninas resolvemos sair pra comer e a escolha foi o Mercado por ser pertinho e como estava frio, resolvemos pedir uma sopa no pão maravilhosa.

Dia seguinte ficamos esperando resposta do seguro, se algum médico iria nos ver ou se iríamos ao hospital e só depois das 11 hs tivemos a resposta. Fizemos a triagem com uma enfermeira e fomos esperar atendimento… passadas quase três horas e nada; já tinha trocado as pessoas na entrada e nossos nomes nem na fila de espera estava. Ligamos para o Seguro, reclamamos e pedimos atendimento no hotel no dia seguinte em Roma. Foi o que aconteceu. Voltamos para o centro mortas de fome e acertamos –Tratoria do Guido. Passeamos um pouquinho nas lojas e hotel para ajeitar malas! Pra sair da comida italiana fomos a uma lanchonete bem pertinho do hotel – 1950 American Diner comendo uma saladinha leve mas enoooorme para minha fome e eles um hambúrguer gigantesco. Hora de dormir, pois dia seguinte era Roma…a tão esperada!!! Ficaria mais alguns dias em Florença. Gostamos de tudo!

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1950 American Diner

Falar de Roma…foi mais que eu imaginava ainda mais depois de medicada, “acordei” pra viagem e comecei a comer/ saborear o que até agora não tinha conseguido. Ir à Roma e não saber o que é cada monumento na minha humilde opinião não é nada interessante. Ir ao Fórum Romano e não saber o que foi aquelas ruínas…ir naquelas lindas igrejas e não saber nem o que cada uma tem de relevante…não saberia fazer isso. E li muuuuuuito sobre Roma…parecia que conhecia cada rua…td bem, interesse de arquiteta que em cada coluna daquela ficava admirando os acabamentos pra lembrar da época de desenho na faculdade…enfim, ficamos no hotel Domus Romana. Aprovamos! Perto da Nazionale, uma rua ótima! Café ótimo servido fora da estrutura principal do hotel, staff atencioso, quarto e banheiro grandes mas com uma ducha/chuveiro horrorosa! Chegamos a Roma antes das onze horas e na estação mesmo compramos Roma Pass válido por 3 dias (38 euros) numa banquinha de revistas. Pegamos taxi e no hotel já nos deixaram subir aos quartos. Logo depois alguém ligou avisando que um médico iria ao hotel nos atender dentro de uma hora. Saímos para almoçar no Mc (era o mais rápido e mais próximo) e aguardamos. A médica super simpática nos atendeu e nos deu receita da medicação e fomos comprar logo já que estava precisando! E dali mesmo saímos passeando pelas ruas, descobrindo os pontos turísticos em cada esquina, até chegar na Via Del Corso, com lojas diversas e que termina na Piazza del Popolo (“O charme da praça é intensificado pelas Igrejas gêmeas de Santa Maria dos Milagres e Santa Maria di Montesanto, o obelisco (conhecido como o Obelisco Flaminio) e as duas fontes Valadier). “ Uma está reformando.

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Voltamos andando, passando pela Piazza Spagna– “escadaria gigantesca, que foi construída para ligar a praça à igreja Trinità dei Monti/ No centro da praça encontra-se uma fonte em forma de barco, a Fontana della Barcaccia.”

E fomos jantar em um escolhido aleatoriamente – Ginger Sapori e Salute  e foi aprovado; a sopa e o suco com vitamina C desceu com muito sabor. Pelo caminho, demos de cara com a Fontana de Trevi… e praticamente vazia!! Linda e poderosa.

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Dia 14º – Um bom café e era dia de Coliseu e tudo mais por perto. Pelo caminho tem a igreja de San Pietro in Vincoli – “O local abriga um tesouro: o Moisés, de Michelangelo. Diz a lenda que, quando ele terminou o trabalho, pegou um martelo e bateu no joelho da estátua e disse: “Parla!”(Fala) devido a impressionante perfeição A obra é deslumbrante. Outra coisa que achei interessante nesta Igreja foi a representação da Morte em uma das paredes (caveira com a foice), pois nunca imaginei ver isto dentro de uma Igreja.”

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E logo depois dar de cara com o Coliseu…aff que deslumbre!! Lindo e o jeito é admirar… admirar… andar… subir e apreciar a oportunidade de estar ali. Entramos com o Roma Pass. “É possível andar por todas as vias ao redor, menos no centro, que não estavam abertas ao público, subindo admirando as entradas, os arcos, etc.”

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Após visitar o Coliseu, o Arco de Constantino, o Palatino, o Circo Massimo e o Fórum Romano. Não vou escrever sobre eles aqui, mas podem saber que como arquiteta e depois de ter lido tanto, estar ali parecia sim um sonho pra mim. Saímos já com fome e de novo escolhemos aleatoriamente um na Via Cavour pq depois continuaríamos passeando por ali mesmo. E foi uma massa dos deuses…nada como conseguir saborear e dar certo na escolha – La Base. Estou colocando o link do TripAdvisor mas na hora lá nem olhávamos isso…íamos pela cara do lugar!

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O dia foi longo…depois do Fórum Romano e Palatino, ver todos os mirantes com vistas maravilhosas, tentar decifrar tantas ruínas, andando se vê de um lado a coluna de Traiano e seu foro…assim no meio da rua…muito legal e do outro, o MONUMENTO A VITTORIO EMANUELE, que também é chamado de Altar de Pátria, está localizado na Piazza Venezia. Subi toda a escadaria do Vittoriano, passei por dentro do monumento e subi mais degraus. “Chegando lá em cima, da primeira sacada já dá pra ver Roma um pouquinho do alto, mas o melhor ainda está por vir. Passei pela parte de trás do Vittoriano e já vi o elevador de vidro” – nós não subimos; ventava demais para eu tomar isso na cara agora que estava me recuperando!! “Fui até o terraço que dá para o Mercado de Traiano, para o Fórum Romano e para o Coliseu. Vista e emoção sem preço! Nele fica o Museu do Ressurgimento e sua entrada é gratuita.”

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Ao lado fica a igreja Santa Maria in Aracoeli, mas quando vi a quantidade de degraus…desisti com muita tristeza pois é uma das mais comentadas. Ficou pra próxima e fomos aos Museus Capitolinos (o Palazzo dei Conservatori e o Palazzo Nuovo). “O Palazzo Novo se destaca principalmente pelo enorme acervo de estátuas clássicas e bustos de personagens históricos. O Palazzo dei Conservatori abriga além de esculturas, tapeçarias e galerias de arte com obras de Veronse, Tintoretto e Caravaggio, dentre outros. Vimos a famosa estátua em bronze da Loba amamentando Rômulo e Remo e o busto da Medusa, esculpido por Bernini. Outra obra fantástica, a Estátua Equestre de Marco Aurélio original, pois a que está na praça lá fora é uma réplica.”

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E dali, fomos ao Vaticano para pegar nossos convites, trocando o email que recebi como confirmação ao meu pedido feito meses antes e comprar terços para o Papa benzer, pois o dia seguinte era a Audiência Papal.

Dia 15º – Dia de audiência papal – a ideia era chegar ao Vaticano até as 8,30hs, pois achávamos que seria na praça, mas com o frio que estava naqueles dias, fizeram dentro de um auditório…fomos seguindo o fluxo das pessoas e lá estávamos. Local bonito com pessoas cantando e foi só o Papa aparecer lá no fundo que o alvoroço se forma. Todo mundo quer tocá-lo, receber uma bênção. É emocionante estar lá tão pertinho dele. Fazem uma leitura, pois não celebra a missa e se fala em várias línguas. Depois o Papa abençoa a todos e de perto alguns convidados. Dura em torno de 2hs e pouco, mas deve chegar cedo para conseguir lugar mostrando o convite que é gratuito. Naquele dia mesmo ele falou que tem gente vendendo. http://br.radiovaticana.va/news/2017/01/11/n%C3%A3o_se_paga_para_ver_o_papa!/1284931

Como ver o Papa em Roma. Audiência com o Papa.

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E pra ter ideia do frio até a fonte estava congelada do dia anterior. Hora de almoçar pq depois iríamos subir a Cúpula. Almoçamos o famoso panini ali pertinho e já voltamos para não perder o dia lindo que estava fazendo. Sabendo que tudo ali tem fila para entrar e vistoria da polícia, assim tudo demanda tempo extra.

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“Pode-se utilizar um elevador (aconselho), que economiza metade do caminho (sobram 320 degraus). O ingresso para a cúpula pode ser comprado na hora. O acesso é realizado pela parte externa do lado direito da Basílica de São Pedro. A vista de 360º da cidade é estonteante, sem contar na belíssima visão da Praça São Pedro”
Informações – Preços e horários

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“Quando você estiver fazendo a visita dentro da Basílica olhe para a cúpula e veja aquelas lindíssimas pinturas, depois quando subir e chegar ali pasme… Você vai descobrir que não são pinturas e sim enormes painéis de mosaico, perfeitos” Isso é impressionante de tão lindo! “Tem muita gente que sobe somente até onde vai o elevador e aprecia também a vista daquela altura de onde você tem uma bela vista também, mas não de 360°. Entrou não tem como voltar atrás, pois a escada é super estreita e quando está chegando ao fim as paredes vão ficando curvadas, acompanhando a forma da cúpula. Dá para caminhar ao redor de toda a cúpula. Você pode ver o interessante formato da Piazza San Pietro, que simbolizam dois braços abraçando o povo que está na praça. Você poderá ver também todo o Vaticano e seus os jardins além do Castelo Sant’Angelo, e toda Roma.” Lógico que eu parei muuuitas vezes pois ainda estava sem pique mas nada que atrapalhasse aos outros. Valeu e muito todo esforço novamente. A vista é belíssima!

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Depois de recuperar o pique ainda iríamos ver o Castelo de Santo Ângelo. Passamos pela Basílica, já que sai nela, mas não ficamos admirando tanto tempo assim, pois no dia seguinte voltaríamos. O sol se pondo…a lua do outro lado…o castelo em si…super valeu!! Apressadamente saímos da Basílica pq queríamos ver o pôr do sol e como chegar ao topo do Castelo? Passamos por tudo que deveria visitar e fomos achando o lado do sol e da lua e depois voltamos visitando com calma para eu recuperar da correria. Não sabia, mas tem o passeio do caminho que liga o Castelo ao Vaticano – filme Anjos e Demônios, o Passetto di Borgo mas tem que ser agendado. Saímos dali maravilhado como do Castelo Sforzesco, em Milão.

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Dia 16º – Museus Vaticanos (no plural, pois são vários pequenos museus) com Capela Sistina e a tarde teríamos o passeio a NECRÓPOLES. Tudo com horário marcado e comprado antes pela internet.

“A Capela Sistina fica dentro dos Museus Vaticanos e, sem sombra de dúvidas, é a obra artística mais completa. A primeira coisa que você deve ter em mente é que os Museus Vaticanos são imensos e há diversas coleções distintas, desde tapeçarias e cerâmicas até peças egípcias e armamentos. Hoje é o local onde se realiza o conclave, o processo pelo qual um novo papa é escolhido”. Masss sinceramente meu coração bateu forte quando entrei na Sala dos Mapas, com o “seu indescritível teto dourado, parece um corredor para o céu.” E ainda estava praticamente sozinha lá!! Chegamos e já entramos um pouco antes das 9 hs e depois vem vários grupos de turistas. Trocamos nossos ingressos e quase sem filas. Foi só admirar…e fui seguindo rapidinho para ir primeiro na Capela Sistina e depois voltar às outras salas.
Podem me julgar, mas a sala dos mapas e a famosa escada no final me tiraram do chão…óóóóó sabe? Estou vendo ao vivo?!!

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Enfim, saímos para almoçar ali pertinho uma massa divina (Pastasciutta – a gente escolhe a massa e o molho por uns 7 euros) e depois fomos lá nos guardinhas da Necropóle para trocar ingresso (mas só com 20 minutos antes) e saber das mochilas. Onde li precisava deixar mochilas e bolsas…enfrentamos a gigantesca fila na chuva e chegou lá, o guardinha disse que não. Subimos para fazer hora na Basílica e conhecer um pouco mais dela até dar o tempo antes da hora marcada e questionamos de novo a outra pessoa- tem que guardar sim. Descemos novamente e aí perguntamos a outro e ele na dúvida, ligou para o escritório da Necrópole e disse não precisar deixar…então depende do dia e de quem está lá,ok!!

“A visita ao Túmulo de São Pedro e Necrópoles é uma das mais restritas do Vaticano. Além de não ser muito conhecida, ela é limitada a 250 pessoas por dia e a reserva deve ser feita com meses de antecedência. Para realizar a sua reserva, envie um e-mail para o Escritório de Escavações do Vaticano (scavi@fsp.va)”. Fizemos a visita com um grupo de brasileiros e não pode fotografar. Muito interessante esse passeio. Saímos na maior chuva e resolvemos esquentar com cappuccino e biscoitinhos na Cafeteria De’Penitenzieri, ali pertinho.

A Basílica de São Pedro em sim nem preciso comentar, pois ela é belíssima e são tantos detalhes a serem admirados que precisa de um bom tempo para passar ali dentro.

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Dia 17º – Infelizmente último dia e resolvemos ver as igrejas que não tínhamos visto. Saímos do hotel com listinha na mão que fizemos antes pela ordem no caminho, mesmo com chuva. Cada uma com sua particularidade e sua beleza!! Impressionantes!! Acho que o fato de meu filho viajar a tanto tempo comigo aprendeu direitinho…o que não tinha escrito no roteiro quando chegava ao local, logo ele ia procurar o que tinha de interessante no Google e ia lendo pra mim para não perdermos nenhum detalhe.

-BASILICA DE SANTA MARIA DEGLI ANGELI

Termas de Diocleciano

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IGREJA SANTA MARIA DELLA VITORIA. “Além de conhecer a igreja, meu objetivo era conhecer a famosa estátua de Bernini: O Êxtase de Santa Teresa. Muitos comparam as obras de Bernini com as de Michelangelo (Ao observar a escultura de longe, é impossível acreditar que o manto da santa é de mármore). Esculpida durante o período de 1645-1652, seguindo as tendências do estilo barroco, ela se encontra em um nicho em mármore e bronze dourado na Capela Cornaro, no interior da igreja. A beleza da obra se deve ao uso da iluminação e da fidelidade da escultura, que conferem à obra expressões mais simples e repletas de emoções.”

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O bairro onde fiquei é o Quirinale, “um dos menores bairros do centro de Roma (se resume basicamente às ruas Via Venti Settembre que continua na Via del Quirinale e às ruas transversais.), apesar de bem pequeno, esconde verdadeiros tesouros da arte e da arquitetura italiana. E dois deles são as igrejas barrocas de San Carlo alle Quattro Fontane, popularmente chamada de San Carlino, e Sant’Andrea al Quirinale, além das Quatro Fontes (Le Quatro Fontane). Fontana del Mosé (Fonte do Moisés) também conhecida como Fontana dell’Acqua Felice”. Saiba mais e mais.

Muito interessante ver as diferenças entre as duas igrejas citadas no texto acima.

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San Carlo alle Quattro Fontane

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Sant’Andrea al Quirinale

Fomos ao outro lado ver a famosa BASÍLICA DI SANTA MARIA MAGGIORE. É a maior das igrejas dedicadas à Virgem Maria e é uma das quatro grandes basílicas da cidade (junto com a Basilica São Pedro, São João em laterano e São Paulo fora dos Muros). A Igreja ainda exibe vários estilos arquitetônicos, desde o Barroco ao início da paleocristã. É uma igreja imensa e que possui 2 fachadas totalmente distintas. Igrejas em Roma.

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Voltamos a Fontana de Trevi, pois almoçamos ali perto, onde experimentei a famosa massa amatriciana. Deliciosa! Restaurante That’s Amore.

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-IGREJA DE SANTO INÁCIO DE LOYOLA

Ver o lindo afresco de Andrea del Pozzo. “Ele é tridimensional, dando assim a impressão que o teto da igreja é muito mais profundo e mais alto do que ele realmente é, além disso, ele criou uma pintura tridimensional, criando a ilusão que a igreja possuía uma cúpula.” Fantástico ver ao vivo…não sei se pela foto vcs conseguem ver. Saiba mais.

-PANTHEON que é uma Basílica…local sagrado mas a falação é absurda sem nenhum respeito ao local. “O templo de todos os deuses”. É o monumento mais preservado do Império Romano em Roma. O teto possui um orifício (oculus) com mais de 8 metros de diâmetro, que fornece a única luz dentro do recinto. “A entrada para o Pantheon é gratuita.”

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PANTHEON

No caminho apareceu mais uma igreja pra entrar antes de chegar a Piazza Navona, nosso destino.

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IGREJA SAN LUIGI DEI FRANCESI – claro, óbvio de babar! E ainda por cima, abriga três obras de Caravaggio (http://www.noticiasdabota.com/2013/01/onde-ver-caravaggio-em-roma.html

E logo chegamos a PIAZZA NAVONA. “A sua amplitude e forma oval deve-se ao fato que foi construída acima de um antigo estádio de jogos romano: O circo de Domiciano. A grande atração é a Fontana dei Quatro Fiumi – Fonte dos Quatro Rios, de Bernini (VER as duas fontes – a Fontana di Nettuno  e a Fontana del Moro).
Ver Palácio Pamphilj, sede da embaixada do Brasil na Itália desde 1920.

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Corremos para beira do rio pra ver o último por do sol e só podia agradecer a Deus por toda minha viagem.

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Não queríamos ir embora e fomos a Via del Corso até ao Pincio (Monte Pinciano ou Píncio é uma colina no quadrante nordeste do centro histórico de Roma, ao norte do Monte Quirinal e com vista para o Campo de Marte.)…quem sabe tinha um restinho do pôr do sol mas não tinha. Tinha a vista daquele lugar que deve ser bem legal um pouco mais cedo e fomos à última igreja visitada – IGREJA DE SANTA MARIA DEL POPOLO. É um tesouro artístico, onde há várias obras importantes, magníficas pinturas e esculturas.

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Monte Pinciano ou Píncio

Meu passeio continuou pelas ruas iluminadas de Roma, voltando pra jantar (voltamos no La Taverna dei Monti para experimentar o Aperol). Apaixonei mais ainda pela cidade!!

Dia seguinte, contratei um transfer no blog de uma brasileira (voupraroma) e o senhor gaúcho foi super pontual, ao custo praticamente do trem ou ônibus- 14 euros cada. Cheguei com bastante antecedência ao aeroporto, achando que despacharia malas e faria o tax free, mas não deu. Ficamos na fila à toa. Teria que fazer em Madri, uma cidade antes de sair da Europa. Assim embarcamos no horário, mas nem sabia da surpresa da LATAM, novamente. Chegando a Madri, nosso vôo tinha sido cancelado. Aí começa, aonde vai, onde procura informações, quem deve dar orientação nem sempre fica disponível a nos ajudar e ao encontrar mais brasileiros todo mundo vai atrás, pq esperar pelo bom atendimento nem sempre é possível. Nossa saída foi trocada de 21 hs +- para 03:30 da madruga. Todo cansaço e stress novamente da ida. Até achar alguém pra nos dar essa informação e trocar tudo, o tempo passa e vc tem o que pra jantar?? Um lugar no fim do mundo do aeroporto arrumado pra dar uma massa para gente comer, com voucher que recebemos nas trocas das passagens mais nenhuma assessoria da empresa. Não foi bonito, mas comemos.

Fomos passear no free shop para passar o tempo, comprei uns chocolates e voltamos para sentar/deitar no chão para esperar a hora. Chegamos a SP e em vez de chegar às 10 hs em Vitória, chegamos quase 19/20hs. Enfim, acabou o que era bom! E escrever me relembrou cada detalhe. Adorei fazer isso.

Lucimar, o Blog Sonhando em Viajar! agradece por você ter aceitado fazer este relato maravilhoso, cheio de informações! Desejo que você esteja sempre viajando e quem sabe vindo aqui contar pra gente.

Espero que todos tenham gostado e que aproveitem as dicas de nossa convidada.

Até o próximo post!

por Adriana Ramos.

Todas as fotos marcadas deste post foram cedidas pela entrevistada para serem usadas neste post. O Blog Sonhando em Viajar! agradece muito.

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9 Comentários

  1. Anônimo

    O post ficou maravilhoso, parabéns à Adriana pelo convite e para a Lucimar pelo fantástico relato
    Lily

    • adriramos

      Olá Lily! Que bom que gostou! Obrigada por comentar. 🙂

  2. Rebeca

    Que post detalhado! Adorei! Pelo que percebi, não houve dificuldades pra comprar o Roma pass, não é isso? A minha dúvida é se compro pela internet ou deixo pra comprar quando chegar. Estarei num grupo de 6 pessoas

    • adriramos

      Olá Rebeca! A Lucimar respondeu aqui embaixo a sua pergunta. Que bom que gostou! Obrigada por comentar. 🙂

  3. Lucimar Ventorim

    Oi Rebeca,obrigada!! Foi super fácil de comprar. Não vi necessidade de fazer pela internet. Comprei numa banca de jornal na estação de trem quando cheguei de Florença. Faça as contas onde vocês irão (quais monumentos) e o transporte e veja se vale a pena para todos e não só como fura fila. Qualquer dúvida só falar que Adriana me avisa.Abraço.

    • Rebeca

      Muito obrigada pela atenção, meninas!

  4. Anônimo

    Estou programando uma viajem para Italia.Gostaria de saber qual o melhor periodoTemperatura,gastos financeiros) se vamos sozinhos(eu e o marido) ou em grupo? Alguem me ajude por fav

    • adriramos

      Olá! Isto é uma coisa muito pessoal. Você tem que pesquisar na internet estas coisas para o período que quer viajar. Obrigada por comentar!

  5. Walking in the prnesece of giants here. Cool thinking all around!

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